Projectos Siddhartha

Siddartha participa, desde a década de setenta do século XX, em inúmeros projectos humanitários sendo os mais importantes os direccionados para a comunidade laica e monástica tibetana, refugiada em vários países da região dos Himalaias (India, Sikkim, Nepal, Butão) e para as crianças das populações locais da mesma região.

  • Auxílio à comunidade monástica tibetana refugiada

  • Assistência a crianças de outras populações dos himalaias

Auxílio à comunidade monástica tibetana refugiada 

Orgyen Kunzang Chokhorling : Darjeeling, Índia

No início dos anos 50 do século XX, Kyabje Kangyur Rinpoche fundou um pequeno mosteiro em Darjeeling, denominado Orgyen Kunzang Chokhorling. Após a sua morte em 1975, os seus filhos aumentaram gradualmente o mosteiro que agora alberga mais de 40 monjes, a maioria crianças e jovens adultos…

Indiferente aos seus antecedentes ou origem étnica, o mosteiro trata todas as crianças de forma igual e providencia tudo o que elas necessitam : alojamento, alimentação, vestuário e cuidados médicos, quando necessário.

Viver no mosteiro é uma oportunidade para as crianças receberem não só uma educação prática adaptada às condições do seu país

  • ​ a educação ministrada inclui a aprendizagem de artes tradicionais tibetanas tais como pintura, caligrafia e escultura que dá os jovens refugiados competências técnicas que podem vir a ser empregues na comunidade, caso eles escolham regressar à vida activa
  •  como também uma profunda formação espiritual que os ajudará a moldar o rumo que as suas vidas tomarão.

As crianças não tomam os votos monásticos completos até atingirem os 18 anos, altura em que decidem se querem dedicar-se à vida monástica ou se preferem regressar à sua comunidade.

Mosteiro Guru Lhakang : Gangtok, Sikkim 

Guru Lhakang (literalmente “O templo do Mestre”) deve o seu nome à enorme estátua do grande mestre Padmasambhava que aí existe. Padmansabhava,também conhecido por Guru Rinpoche, era um mestre indiano que introduziu o budismo no Tibete no século VIII. O mosteiro localiza-se à entrada de Gangtok, capital do Sikkim…Saiba mais (clica e aparece resto do texto descrito abaixo assinalado a amarelo com mais fotos)

No início dos anos oitenta do século passado, Sua Santidade o 14º Dalai Lama confiou a sua gestão a Kungo Nyima Zangpo que, mais tarde, se tornou também o responsável pelo mosteiro OKC de Darjeeling.Durante muitos anos, Kungo Nyima Zangpo trabalhou arduamente para recuperar os edificios do mosteiro que se encontravam muito degradados e proporcionar, aos jovens monjes que aí viviam uma melhor qualidade de vida. Infelizmente morreu antes de conseguir completar o seu trabalho, em Novembro de 2000.Actualmente, as finanças deste pequeno mosteiro estão dependentes da ajuda do mosteiro “mãe” em Darjeeling, Orgyen Kunzang Chokhorling.

Mosteiro Thupten Dorje Drak: Simla, India

O mosteiro Dorje Drak – a tradução do seu nome significa “Pedra Indestrutível (Vajra) – foi um dos seis grandes mosteiros “mães” da linhagem Nyingma no Tibete, conhecido como o Trono do tesouro da Tradição do Norte (Jang-Ter). O mosteiro foi totalmente destruído durante a invasão comunista e, mais tarde, foi parcialmente reconstruído.

A linhagem Taklung Kagyu foi fundada há 800 anos. Taklung Tsetrul Rinpoche, o chefe da linhagem Nyingma Jang-Ter (Tesouro do Norte) é o responsável do mosteiro Dorje Drak e o detentor de todas as grandes tradições Kama e Terma da tradição Nyigma. Rinpoche é também, juntamente com Kyabje Trulshik Rinpoche, um dos mais conceituados detentores da ordenação monática da linhagem Nyigma.

Desde que o mosteiro Thupten Dorje Drak-no Tibete foi destruído, Taklung Tsetrul Rinpoche tinha a profunda aspiração de construir um mosteiro Dorje Drak no exílio, com o objectivo de preservar e transmitir os ensinamentos da linhagem Jang Ter.Com a colaboração de oficiais governamentais indianos, do governo de Sua Santidade o Dalai Lama e da comunidade tibetana exilada de Simla, foi fundado um pequeno mosteiro nesta localidade, no noroeste da India.Presentemente, o mosteiro alberga cerca de cem monjes que estudam e fazem retiros sob a supervisão de Taklung Tsetrul Rinpoche. Uma vez que o mosteiro se tornou demasiado pequeno para a comunidade monástica que aí reside, Siddhartha quer apoiar alguns dos seus projectos de ampliação e providenciar a ajuda tão necessária para colmatar as suas necessidades mais prementes…

Mosteiro Lhodrak Kharchu : Bumthang, Butão 

O mosteiro de Lhodrak Kharchu, situado no vale de Bumthang, no noroeste do Butão, foi fundado em 1984 por Namkhai Nyinpo Rinpoche, a reencarnação de um lama tibetano cuja linhagem espiritual remonta aos discípulos mais próximos do grande mestre Padmasambhava, do século VIII.

saiba mais (clica e aparece resto do texto descrito abaixo assinalado a amarelo)

​As origens do mosteiro remontam a 1961, quando um representante de S. S. o 14º Dalai Lama visitou o Butão e aconselhou, aos poucos monjes existentes de Kharchu que viviam no exílio, que preservassem a tradição e o trono de Namkai Nyingpo.Estes reuniram-se para garantir a preservação da tradição e, em 1972, a actual reencarnação, o 7º Namkhai Nyingpo Rinpoche, foi descoberta e entronizada.Rinpoche sentiu a necessidade urgente de fundar um mosteiro e,em 1982, quando tinha só 16 anos, comprou uma pequena porção de terreno  em Bumthang, no Butão Central, numa região conhecida por Khandrì Sanglam (a estrada secreta das dançarinas do céu).

​Na sua formação, os monges podem escolher, segundo as suas preferências, inscrever-se na Shedra-o colégio filosófico, cujo programa de estudos, de nove anos de duração, inclui a leitura de textos, práticas diárias, gramática, poesia, o estudo das Karikas (Comentários) em conjunto com as bases da meditação e instruções nos diferentes estágios do tantra – ou na Drubdra, o instituto onde se estuda as práticas cerimoniais e cujo currículo inclui  a aprendizagem das danças dos lamas, o desenhar mandalas, as melodias dos rituais sagrados, a utilização dos instrumentos cerimoniais e a arte de fazer torma.

Actualmente, o mosteiro é considerado um dos pólos mais importantes de revitalização e preservação da cultura budista tibetana na região. Aí residem 385 monjes – 230 monjes estudam no Dratsang e 155 monjes na Shedra.

Siddhartha tem-se esforçado, ao longo dos anos, em assegurar um financiamento regular ao mosteiro. No entanto, o número de donativos está longe de cobrir as suas enormes necessidades…

Mosteiro de Shechen : Bodha, Nepal 

Nas últimas décadas, Siddhartha tem vindo a enviar doações regulares para o mosteiro de Shechen, fundado por Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche em Bodhanath, Nepal.

O mosteiro de Shechen tem uma comunidade de 300 monjes, um número que aumenta ligeiramente todos os anos, não obstante o facto dos edifícios parecerem ter já atingido a sua capacidade máxima…saiba mais.

​No mosteiro, os jovens monges seguem três níveis de aprendizagem. O primeiro é o ensino básico para as crianças entre os 12 e os 15 anos. O nível de exigência dos estudos ministrados depende do grau de instrução que tenham adquirido anteriormente. A seguir, durante dois ou três anos, estudam os rituais monásticos – o fazer tormas, a execução das danças sagradas, a aprendizagem de instrumentos musicais – e, por último, são aceites na Shedra, o colégio filosófico.

O mosteiro de Shechen é também a casa de Khyentse Yangsi Rinpoche, o jovem tulku de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche. No decurso da sua educação e formação espiritual é necessário que viaje frequentemente para receber iniciações e transmissões dos grandes mestres da actualidade. Presentemente, as contribuições de Siddhartha suportam um terço das suas necessidades.

Convento Shechen Orgyen Chozong : Sissinang, Butão 

Aninhado nas colinas rochosas ao sul de Thimpu, capital do Butão, num local isolado de nome Sissinang, o convento Shechen Orgyen Tchödzong é um dos raros lugares do país que oferece às mulheres a oportunidade de poderem estudar e praticar dentro da tradição tibetana, particularmente, a de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche.saiba mais.

O pequeno mosteiro de monjas de Sissinang foi o primeiro centro monástico fundado por Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche após a sua fuga do Tibete. Rinpoche deu neste local muitos ensinamentos e transmissões e os belos frescos do templo foram pintados segundo as suas instruções.

Presentemente, vivem e estudam no convento, sob a direcção de Shechen Rabjam Rinpoche, quarenta e cinco monjas, principalmente butanesas, com idades compreendidas entre os 12 e os 70 anos de idade. Com o apoio de Siddhartha, o convento assegura a educação das monjas e todas as suas despesas de alojamento, alimentação e cuidados médicos.Em 1998, veio um professor do mosteiro de Shechen para reorganizar os estudos que vão desde os estudos elementares, para as monjas mais jovens, aos estudos avançados em filosofia e medicina, para as mais velhas.

Com esta nova organização, a qualidade dos estudos aumentou e as monjas poderão vir a seguir, em breve, o mesmo programa de estudos dos monges do mosteiro de Shechen no Nepal.

Dzarong Thubten Do-Ngak Choling : Solu Khumbu, Nepal

O mosteiro situado não muito longe do monte Evereste, na região montanhosa da província Sherpa de Solu Khumbu,  foi fundado por Kyabje Trulshik Rinpoche quando este deixou o Tibete.

​Presentemente, o mosteiro alberga cerca de 400 monjas e 100 monjes, tendo a maioria deles aí procurado refúgio a quando da invasão comunista no Tibete.

O complexo monástico principal, que inclui um templo recentemente ampliado, é rodeado por centenas de pequenas cabanas de pedra onde monjes e monjas vivem em retiro. Durante os ensinamentos de verão de Kyabje Trulshik Rinpoche, a comunidade monástica aumentava para mais de 650 monjas e de 200 monjes, muitos deles vindos do Tibete, e que se alojam no mosteiro ou nas suas redondezas. A par da comunidade monástica, vivem também nas redondezas do mosteiro uma comunidade de praticantes laicos, discípulos de Kyabje Trulshik Rinpoche.

Assistência a crianças de outras populações dos Himalaias

 O projecto de Escola em Bodhanath, Nepal : Auxílio às crianças de rua de Bodha, Nepal

Em 2005, Pema Wangyal Rinpoche iniciou um projecto para recolher um grupo de crianças de rua de Bodhanath, bairro da cidade de Katmandu, a capital do Nepal.

Estas crianças que deambulavam pelas ruas do bairro acabavam frequentemente por serem vendidas para o mercado de trabalho infantil, ou mercado negro ou para o mercado sexual. Siddhartha tem vindo a trabalhar, em conjunto com as famílias das crianças (nos casos em que esta ligação existe) e com a comunidade local, no sentido de proporcionar às crianças o acesso à escola, em regime de internato ou livre, consoante o que preferirem. Na maioria dos casos, o regime de internato é o escolhido pela crianças, pois oferece – lhes a segurança de um alojamento decente, de uma alimentação diária e vestuário adequado.

Siddhartha uniu forças com a escola de Pegasus, uma escola compassiva, situada fora da cidade, numa das zonas mais saudável e tranquila do vale de Kathmandu. A escola de Pegassus garante alojamento, alimentação e instrução a centenas de crianças. Neste momento, Siddhartha está a tentar angariar fundos para a aquisição de mais terreno para a construção de uma nova residencial, que permitirá alojar as crianças de rua de Bodhanath, já inscritas ou a frequentar a escola.

As crianças de Maratrika : Apoio a crianças himalaias  de uma aldeia nepalesa empobrecida

Nos últimos ano, Siddhartha, em conjunto com  a Fundação Kangyur Rinpoche que tem recuperado  e construido escolas em aldeias remotas nepalesas, tem-se empenhado arduamente em assegurar apoio financeiro a cerca de 600 crianças em Maritika, uma aldeia remota no Nepal.

Esta aldeia rural é habitada por uma comunidade muito pobre, em que os filhos da maioria das famílias não tem acesso à escola e a outros recursos de extrema importância para a sua saúde e qualidade de vida, tais como o abastecimento regular de água potável.Algumas destas crianças têm que caminhar três horas por dia para poderem frequentar a escola enquanto outras nem sequer têm a possibilidade de o fazer. Mesmo para as que podem frequentar a escola primária,  a aldeia não tem uma escola secundária que lhes permita continuar os seus estudos e poderem vir a aspirar, quando adultos, a um futuro melhor.